Soure
A freguesia de Soure é a maior do Concelho, ocupa uma área de 92,3Km² e tem cerca de 8.000 habitantes.
A Vila de Soure ergue-se junto à confluência dos rios Arunca e Anços, território que aliado à riqueza da água, desde tempos remotos, ofereceu excelentes condições a agricultura e consequente fixação das povoações.
Os achados arqueológicos que ilustram a evolução histórica da vila passam pela Idade do Ferro (Crasto – Soure), pelo período de Dominação Romana (Marco Miliário e Inscrição funerária, reaproveitadas em estruturas medievais, designadamente no castelo e necrópole de Santa Maria de Finisterra -Soure), pela Idade Média (Castelo, Capelas e Igrejas), pelos séculos XVIII, XIX e XX com os seus belos edifícios, até aos nossos dias com o edifício do Centro Interpretativo do Espaço Muralhado de Soure.
O Município é anterior à nacionalidade. Em junho de 1111, o Conde D. Henrique e D. Teresa, pais de D. Afonso Henriques, concederam foral à Vila de Soure, no sentido de atrair populações e povoadores a este território.
Data do século XI, o castelo construído numa zona plana, na confluência dos rios Anços e Arunca que lhe serviam de defesas naturais e integrava, juntamente com outros castelos da região, a linha defensiva da cidade de Coimbra, durante a Reconquista Cristã. A sua importância geo-estratégica e económica, fez-se sentir durante grande parte da idade média. Foi a primeira sede fixa dos Cavaleiros Templários em território que viria a ser Portugal, posteriormente foi uma importante comenda da Ordem de Cristo. Foi, igualmente, ponto de encontro de antigos Caminhos de Santiago, que em Soure via os seus peregrinos descansarem e abastecerem-se na antiga praça de Santiago, junto à igreja Matriz e a seguirem as “vieiras” rumo a Santiago de Compostela. Ainda hoje, são visíveis essas marcas nos capitéis das colunas da igreja de São Tiago e na janela Manuelina no edifício da Biblioteca Municipal.

